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Dissertações

O Logos em Fílon de Alexandria: principais interpretações

Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento

Dissertação
Autor
Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento
Orientador(a)
Danilo Marcondes de Souza Filho
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2003
2003Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento. O Logos em Fílon de Alexandria: principais interpretações. 2003. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Danilo Marcondes de Souza Filho.2

Fílon de Alexandria, filósofo judeu do século I, surge como o primeiro pensador a tentar conciliar o conteúdo bíblico à tradição filosófica ocidental. Neste sentido, é mais conhecido por sua doutrina do Logos, sobre a qual ainda se encontram à espera de solução inúmeras controvérsias. Esta Dissertação assume a tarefa de investigar as acepções desse Logos na obra de Fílon, abordando suas relações com a tradição filosófica e com as fontes judaicas. Considera-se sua importância para teologia cristã posterior e o papel da tradição filosófica, sobretudo do platonismo e do estoicismo, na formulação da doutrina do Logos. No entanto, o pensamento filoniano ainda se mostra original e marcado por contribuições alheias à cultura helênica, a saber, judaicas. Esta combinação tem por resultado instigantes reflexões acerca de questões metafísicas, teológicas, éticas e epistemológicas da maior relevância, revelando Fílon como pensador de grande importância na História da Filosofia, pelo que a Dissertação pretende resgatar inúmeras questões que, ao que parece, ainda hoje não foram adequadamente respondidas. Também são questionados o próprio papel da filosofia na busca humana pela sabedoria e o da fé na obtenção da virtude. No que diz respeito especificamente ao Logos filoniano, ele é a ação de Deus no mundo, o instrumento da Criação, modelo do mundo e imagem de Deus, a Palavra reveladora e o único meio a partir do qual a alma humana adquire o conhecimento verdadeiro, que vem do conhecimento de Deus. Esta faculdade, porém, não pertence ao homem senão como dom divino, como graça.