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Dissertações

O LUGAR DO INDIVÍDUO EM O CAPITAL DE KARL MARX

Francisco Luciano Teixeira Filho

Dissertação
Autor
Francisco Luciano Teixeira Filho
Orientador(a)
Eduardo Ferreira Chagas
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Francisco Luciano Teixeira Filho. O LUGAR DO INDIVÍDUO EM O CAPITAL DE KARL MARX. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Eduardo Ferreira Chagas.1

O presente trabalho busca delimitar e definir o lugar do indivíduo no processo de.produção capitalista, tal qual aparece no Livro 1 de O capital de Karl Marx. Por meio de.uma pesquisa bibliográfica, busca-se estabelecer a relação do indivíduo, enquanto.singularidade, com as categorias mais gerais de O capital. Percebe-se que as categorias.universais, com as quais Marx descreve o capitalismo, surgem de um resultado das.ações individuais. Ou seja, indivíduos agindo em relação com outros indivíduos, dentro.de um conjunto de regras sociais determinadas, é o que constitui os conceitos mais.gerais do capitalismo. As próprias regras que regem as relações dos indivíduos surgem.historicamente, dentro do todo de relações que constituem o capital. Nesse sentido, o.objeto de O capital é o capital. Todos os predicados aplicados ao capitalismo são.predicados do capital. Nesse modo de análise, o indivíduo é considerado somente como.agente econômico, ou seja, como predicado do capital (burguês ou proletário). Todavia,.a individualidade também determina o capital, na medida em que é o seu trabalho que.reproduz a economia capitalista. Percebe-se que o indivíduo, como ser natural de.carência, precisa estabelecer um metabolismo com a natureza para existir, constituindo.um sistema binômico de consumo e produção, com o qual ele medeia sua relação com a.natureza. Esse binômio (consumo e produção), embora não seja o fim último da.economia capitalista, que tem como fim a produção de valor, precisa ser reproduzido.em todo o tempo em que a economia capitalista é reproduzida. Nesse sentido, o.indivíduo, que é a determinação primeira do binômio, reaparece em todos os estágios de.revolução técnica da produção capitalista, tais como a cooperação, a manufatura e a.industrial. Essas últimas formas de produção, propriamente capitalistas, na medida em.que modifica profundamente a produção, também modificam o indivíduo e a relação.dos muitos indivíduos, constituindo, assim, deformidades sociais, onde se revela a.tragédia humana que surge com a produção de massa regida pela valorização do valor..Percebeu-se, nesse ínterim, que mesmo com a deformação e a aniquilação do tempo.livre, pelo tempo de trabalho capitalista, o indivíduo que, até aqui, só foi visto no ponto.de vista do agente econômico, também possui outras instâncias de vida, fora da.produção. Essas outras instâncias entram em confronto e em colaboração com a.exploração capitalista, produzindo revoltas. Desse indivíduo em todas as suas.dimensões da vida, pode-se perceber o motivo constante da contradição entre capital e.trabalho, que é a causa, para Marx, da deterioração do sistema capitalista de produção.