- Autor
- Ricardo Nascimento Fernandes
- Orientador(a)
- Iraquitan de Oliveira Caminha
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
A presente pesquisa tem como proposta analisar a filosofia política de Thomas Hobbes a partir de sua obra Leviatã, buscando realçar a instrumentalização racional do medo à formação política e à construção do Estado. Para tanto, torna-se por demais necessário realizar uma investigação acerca das paixões humanas, precisamente do medo; das razões que levam o homem a se associar; do contrato e da sociedade quando constituída. Nesse contexto, utilizando da interpretação e reconstrução de várias passagens da obra de Hobbes, mostraremos que as paixões, quando utilizadas de forma desmesurada, sem uma guia, se transformam em um obstáculo ao homem perante sua esperança de alcançar a paz no estado de natureza. /as leis naturais não são suficientes por empregarem apenas uma obrigação íntima. Os contratos, por si só, são meras palavras sem força capaz de oferecer a certeza de seu cumprimento. Eis que surge, para Hobbes, o medo, paixão que, quando apresentada de muitas formas e níveis diferentes, pode levar os homens a pensarem sobre sua fragilidade, sobre a construção de um Estado artificial, sobre a garantia de contratos já realizados, assim como a oferta de uma segurança necessária para aqueles que no passado se viram órgãos, em frente a uma força que é capaz de mantê-lo vivos, esperançosos de paz.
