- Autor
- DANIEL RODRIGUES BARBOSA
- Orientador(a)
- JOEL PIMENTEL DE ULHÔA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1996
Uma leitura de Espinosa com base em seus próprios princípios hermenêuticos, buscando uma comparação com as idéias predominantes no Século XVII. Nessa comparação verifica-se o quanto Espinosa é um Clássico e o quanto não o é. Também se pergunta pela pertinência de ler Espinosa com base no método arqueológico de Foucault. A conclusão é a de que é impertinente. Com os pensadores do Século XVII, Espinosa critica as analogias soltas, a fantasia e a superstição e propõe um tipo de conhecimento fundado na evidência matemática. A relevância política do estudo está no fato de Espinosa contrariar o seu tempo, por não ignorar o saber teológico, tomando-o como objeto de investigação e o incluindo entre os saberes imaginativos, sobre os quais assentavam-se o Absolutismo. Em contraste à solução teológica Espinosa desenvolve a sua teoria em favor de um outro regime, chamado democracia. O resultado do trabalho é mostrar que concepções político-filosóficas radicam em posicionamentos epistêmicos altamente sofisticados.
