- Autor
- EDNEY JOSÉ DA SILVA
- Orientador(a)
- Juan Adolfo Bonaccini
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE — UFRN
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Trata-se de mostrar que o ceticismo é um dos principais desafios para a filosofia moderna desde a deflagração da Reforma Protestante e a redescoberta e tradução dos textos de Sexto Empírico; a recepção deste ceticismo é um dos principais fatores que determinou a nova fundamentação da filosofia moderna sobre as bases da subjetividade..É neste pano de fundo de uma nova fundamentação da filosofia que Hegel aborda o tema do ceticismo. O pensamento desenvolvido por Hegel no período de Iena (1801-1807), principalmente no escrito da Diferença, e nos artigos do Jornal Crítico de Filosofia, Sobre a Relação do Ceticismo com a Filosofia e Fé e Saber, parte do diálogo com a filosofia do idealismo alemão que é o ápice do subjetivismo na filosofia desenvolvido a partir da retomada do ceticismo. E o ceticismo neste período da filosofia de Hegel possui o papel de ser a negatividade inerente à autêntica filosofia que aniquila o ponto de vista das filosofias da subjetividade. Este modo como Hegel incorpora o ceticismo a sua filosofia possui seu ponto alto na Fenomenologia do Espírito. A figura do ceticismo perfeito, apresentada na introdução da Fenomenologia, possui o papel de fazer a passagem do ponto de vista das filosofias da subjetividade, para o ponto de vista especulativo da razão.
