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Dissertações

O papel do dilema do prisioneiro na filosofia de Robert Nozick

ELSON LUIZ DE ALMEIDA PIMENTEL

Dissertação
Autor
ELSON LUIZ DE ALMEIDA PIMENTEL
Orientador(a)
ERNESTO PERINI FRIZZERA DA MOTA SANTOS
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005ELSON LUIZ DE ALMEIDA PIMENTEL. O papel do dilema do prisioneiro na filosofia de Robert Nozick. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): ERNESTO PERINI FRIZZERA DA MOTA SANTOS.2

Nesta dissertação, o tema da decisão está circunscrito ao domínio da ação individual, embora a idéia de indivíduo abrigue entidades tais como uma empresa ou uma nação. A questão central é: o que está por trás da decisão? A resposta vai ser procurada nas correntes teóricas que se confrontaram ao longo do século XX. Discute-se se a decisão racional pode ser explicada apenas pela consistência interna das preferências, ou se é necessário considerar o contexto e outras variáveis. Um campo de testes foi fornecido pela teoria dos jogos, que permitiu simular situações em que os indivíduos têm interesses que são em parte comuns e em parte conflitantes, o que leva a um paradoxo: se cada um agir visando o interesse próprio, o resultado será desastroso para todos. A discussão central se dá em torno das opções estratégicas oferecidas pelo dilema do prisioneiro, um jogo que tem a pretensão de representar os conflitos de interesse no relacionamento humano. A solução tecnicamente correta desse dilema é instrumental, isto é, ela indica os meios (a ação) para a realização de um determinado fim (a maximização da utilidade esperada) de cada participante. Vários filósofos buscam uma solução diferente para o dilema, tal que justifique uma ação mais cooperativa. Dentre eles, Nozick propõe um novo modelo, o valor-decisão, no qual a utilidade instrumental continua sendo a parte fundamental, mas a ela deve ser adicionada a utilidade simbólica, que é o valor de uma ação como um símbolo. Essa nova parcela pode marcar uma atitude ética do agente, ao mostrar o tipo de pessoa que ele quer ser ou o estado de coisas que ele quer efetivar – o que seria o mesmo que buscar um outro fim, diferente daquele fim único relacionado à maximização da utilidade esperada. Dependendo do contexto, a.nova parcela pode ser alta o suficiente para alterar o resultado que seria obtido por uma utilidade exclusivamente instrumental.