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Dissertações

“O Paradoxo do Cético de Wittgenstein Enunciado por Kripke”

MAYSA MARIA MASSIMO RIBEIRO

Dissertação
Autor
MAYSA MARIA MASSIMO RIBEIRO
Orientador(a)
Nelson Gonçalves Gomes
Universidade
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012MAYSA MARIA MASSIMO RIBEIRO. “O Paradoxo do Cético de Wittgenstein Enunciado por Kripke”. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DF. Orientador(a): Nelson Gonçalves Gomes.2

Na presente dissertação, apresenta-se, no primeiro capítulo, o paradoxo do cético de Wittgenstein que, segundo Kripke, seria o problema fundamental das Investigações Filosóficas, e estabelece que nenhum curso de ação pode ser determinado por uma regra, pois não se pode garantir que o aprendizado de uma regra no passado pode determinar o comportamento consoante a mesma regra no futuro. Posteriormente, apresenta-se o que seria, para Kripke, a solução ao paradoxo, que reside no argumento contrário à linguagem privada, passando pela mudança no pensamento de Wittgenstein, a partir da comparação entre suas obras..Tractatus e Investigações Filosóficas. Nas Investigações, Wittgenstein teria rejeitado a visão realista do Tractatus de que a forma de explicação da significação advém da declaração das condições de verdade de uma frase, substituindo-a por uma visão que salienta mais o papel normativo da linguagem. Nesse sentido, destaca-se o conceito de condição de justificação, introduzido por Kripke em substituição às. ..condições de verdade na declaração da veracidade ou falsidade de uma frase. Sob esse cenário, a solução ao paradoxo seria indagar quais circunstâncias efetivamente permitem a emissão de afirmações e qual o papel prático que essa permissão exerce. A justificação da obediência a uma regra só seria possível se considerado o contexto no qual tal regra e a pessoa que irá obedecer-lhe estão inseridas, ou, segundo Wittgenstein, uma regra só terá conteúdo substantivo se considerada dentro de seu jogo de linguagem, daí a não possibilidade de se seguir uma regra “privadamente”. No segundo capítulo do trabalho, apresentam-se posicionamentos contrários e favoráveis à interpretação dada por Kripke ao pensamento de Wittgenstein, visando à realização de um confronto de argumentos, que culmina, no terceiro capítulo do trabalho, com a conclusão pela correção da interpretação de Kripke, particularmente no que tange à mudança na filosofia da linguagem de Wittgenstein do Tractatus para as Investigações Filosóficas, como uma mudança de condições de verdade para condições de justificação ou de assertibilidade.