O plano aberto do pensamento: a estética da intensidade em Gilles Deleuze.
WANDEILSON SILVA DE MIRANDA
- Autor
- WANDEILSON SILVA DE MIRANDA
- Orientador(a)
- GUILHERME CASTELO BRANCO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Deleuze nos convoca a pensar a arte a partir de um outro estatuto que não se configura mais pela doutrina das artes da estética tradicional. A estética, tal como a concebe Deleuze, entende a arte como a que faz aparecer a intensidade da vida e das coisas. Para compreender esse processo foram analisados os pressupostos fundamentais da ontologia deleuziana: o ser, a univocidade, o devir, a multiplicidade, a Diferença pura, os perceptos e afectos, relacionando-os com a sua reflexão acerca da arte em geral, mas em especial com a literatura. A arte surgiria como o signo, um monumento composto a partir da violência e das forças que se apossam do pensamento e da atividade criadora. A arte, então surge como um bloco que conserva as intensidades dos perceptos e afectos, como um ser de sensação que agrega em si a exuberância e a abertura de novas possibilidades para vida: a arte entendida não como a que reproduz ou cria formas, mas como a que capta forças. Deste modo a potência da criação artística pode ser concebida como uma favorecedora das novas possibilidades do pensamento, da existência e de outros modos de subjetivação. A arte seria, assim, compreendida como """"um excedente de ser"""" possibilitando a expressão da diferença absoluta que consistiria o """"fundo"""" plástico do ser.
