- Autor
- ANTÔNIO CARLOS DA SILVA
- Orientador(a)
- MARIANA CLAUDIA BROENS
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2001
Neste trabalho procuramos demonstrar que qualquer tentativa para solucionar o problema da relação mente/corpo que não considerar que os processos mentais como estando sujeitos ás leis físicas, ou seja, que ocorrem num tempo e num espaço, sejam elas monistas ou dualistas, trazem em seu bojo resquícios cartesianos. Tomamos como base As Meditações de Descartes nas quais ele separou a mente da matéria ao afirmar que matéria é substância que tem extensão, mas não pensa e a mente é substância cuja característica é pensar, mas não tem extensão. Estando aquela sujeita às leis físicas e esta não. E, para entendermos Damásio, no seu livro O erro de Descartes, cuja proposta é destruir a estrutura metafísica na relação mente/corpo, fazemos uma breve introdução nos sistemas monista materialista e de modularidade cerebral. Também abordamos a proposta de Dennett, na qual ele propõe o método de antropomorfização das entidades descobrir se semelhanças e diferenças entre as mentes humanas e não-humanas. Apresentamos a proposta de Ryle, para quem o problema da relação mente/corpo é apenas um problema de linguagem, de categorias lógicas, que ele denomina erro-categorial e a de Searle que propõe a naturalização dos processos e fenômenos mentais os quais seriam causados por sistemas neurofisiológicos do cérebro, que são características próprias do cérebro tal qual a digestão é característica do sistema digestivo. Por último apresentamos a proposta da TAO que é a de abandonar o solipsismo metodológico e as teorias representacionais da mente que envolve um programa ou centro controlador absoluto do organismo e estudar os processos de auto-organização responsáveis pelo estágio de evolução atual dos organismos. No final acabamos percebendo que quando mais procuramos nos afastar da dualidade, mais a ciência a ciência nos aproxima dela, pois parece que, embora redutíveis, temos dois eus; um que diz quimicamente o que ou quem faz parte deste eu e outro que diz quem é esse eu.
