- Autor
- MARIA MAGDALENA CUNHA DE MENDONÇA
- Orientador(a)
- PLÍNIO JUNQUEIRA SMITH
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
- Programa
- FILOSOFIA E METODOLOGIA DAS CIÊNCIAS
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
Esta dissertação investiga a relevância da abordagem da questão da identidade pessoal como expressão do ceticismo na filosofia de Hume, detendo-se na análise dos textos do Tratado da Natureza Humana - Livro I e alguns textos específicos do Livro II - e outros dos seus ensaios. A intenção é demonstrar o papel fundamental conferido às impressões na concepção humeana da identidade pessoal como uma crença , deixando evidente o entrelaçamento existente entre ceticismo e a crítica da atividade judicativa , a fim de explicar o sentido cético da crítica de Hume às noções modernas de identidade, eu, consciência e autoconsciência , inaugurada por Descartes. Este trabalho visa ainda apontar e explicar o referencial presente no lema humeano - seguir os instintos e se deixar levar por crenças e impressões - assinalando os problemas que Hume detecta na relação estabelecida pelo cartesianismo entre as noções de identidade pessoal, consciência, vontade e liberdade presentes na doutrina do livre-arbítrio, defendia também pelo pensamento teológico. Tal incompatibilidade fortalece o ceticismo humeano e marca o distanciamento do filósofo das abordagens racionalistas ante a questão da identidade pessoal.
