- Autor
- Max Rogério Vicentini
- Orientador(a)
- Michael Beaumont Wrigley
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- LÓGICA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1998
O presente trabalho consiste de uma tentativa de análise dos principais argumentos que têm sido utlizados no debate sobre qualia e Fisicalismo. Na introdução procuramos fazer uma abordagem histórica do tratamento aos problemas de Filosofia da Mente a partir do século XVII. Consideramos Descartes o proponente da agenda de problema que esta área da Filosofia investiga. Seu método de investigação, centrado na introspeção, dá origem a uma teoria subjetivista dos estados mentais, que perdura, de maneira dominante, até o início do presente século. Presenciamos, neste século, os movimentos que propuseram um tratamento objetivo do fenômeno mental, submetendo-os aos critérios de cientificidade da Física. O embate destas duas perspectivas é tratado no primeiro capítulo no qual elaboramos uma análise do problema dos qualia, que pode ser visto como decorrente desta contenda. Os qualia são definidos pela tradição como sendo privados, inefáveis, intrínsecos e imediatamente apreendidos pela consciência. Estas características dificultam uma abordagem científica dos mesmos. Com respeito a esta situação podemos assumir três posturas; 1) defendemos que podem ser tratados cientificamente, embora não possamos fazê-lo; 2) encaramos os qualia como compatíveis com nossos critérios de cientificidade ou 3) negamos a existência dos qualia. No segundo capítulo abordamos os argumentos de Collin McGinn, que defende a postura (1); no terceiro analisamos os argumentos de Levin e Shomaker que acreditam que o mais acertado é seguir a posição (2) e no quarto capítulo vemos a posição de Dennett, que nos forrnece uma redescrição dos problemas qua acaba por negar a existência dos qualia. Finalmente, nos apontamentos finais procuramos dar uma interpretação da noção que se pretende intuitiva e científica. Para tanto, procuramos não mais abordá-los como subjetivos, mas sim, como construídos intersubjetivamente.
