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Dissertações

O problema na imaginação nas duas edições da dedução transcendental das categorias

Ulisses Razzante Vaccari

Dissertação
Autor
Ulisses Razzante Vaccari
Orientador(a)
Paulo Roberto Licht dos Santos
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008Ulisses Razzante Vaccari. O problema na imaginação nas duas edições da dedução transcendental das categorias. 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, SP. Orientador(a): Paulo Roberto Licht dos Santos.2

O objetivo desta dissertação é examinar em que medida Kant, ao publicar a segunda edição.da Crítica da razão pura, em 1787, altera o significado que na edição anterior, de 1781, era.atribuído de forma clara à imaginação transcendental. O exame da imaginação.evidententemente não se estende a toda Crítica, mas limita-se à seção intitulada “dedução.transcendental dos conceitos puros do entendimento”, na qual o filósofo fornece os.elementos para se compreender não só o papel reservado à imaginação, como também para.as demais faculdades do ânimo. Assim, numa comparação com as duas versões dessa.“dedução transcendental”, o objetivo é mostrar que aquela importância conferida por Kant.à imaginação na “dedução transcendental” de 1781 (A) não é perdida na reelaboração da.referida seção em 1787 (B). Para isso, entretanto, parte-se do § 10 da Crítica, ou seja, da.“dedução metafísica das categorias”, mostrando como esse parágrafo já contém uma leitura.sistemática do rol das faculdades, o que permite ver a necessidade da imaginação em sua.tarefa de síntese de um múltiplo em geral. É essa necessidade da imaginação, apresentada.no § 10, que se pretende mostrar nas duas versões da “dedução transcendental”. De modo.que a diferença da abordagem da imaginação entre uma e outra estaria em que a primeira.(A) versão, tendo trilhado o caminho da chamada gênese empírica das representações,.exatamente por isso se vê na obrigação de destacar a imaginação como a faculdade.reprodutiva por excelência. Ao contrário, como em 1787 a preocupação do filósofo se.dirigia para outro lado, a saber, para a demonstração da validade objetiva das.representações, a dedução opta por expor a imaginação apenas em seu caráter.transcendental, na medida em que ela se confunde com o próprio julgamento.