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Dissertações

O que pode Mostra um Contra-Senso? Como compreender a conclusão do Tractatus Logico-Philosophicus de Wittgenstein.

Mauro Luiz Engelmann

Dissertação
Autor
Mauro Luiz Engelmann
Orientador(a)
PAULO FRANCISCO ESTRELLA FARIA
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2000
2000Mauro Luiz Engelmann. O que pode Mostra um Contra-Senso? Como compreender a conclusão do Tractatus Logico-Philosophicus de Wittgenstein.. 2000. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): PAULO FRANCISCO ESTRELLA FARIA.3

Resumo da dissertação de Mauro L Engelmann....A conclusão do """"Tractatus"""" é, aparentemente paradoxal: Se não compreendemos as proposições do livro, Wittgenstein não pode estabelecer um limite para o que pode ser pensado; se compreendemos como dizer que são contra sensos? Muitos comentadores tomam a distinção entre dizer e mostrar como a saida desse dilema. As proposições do Tractatus seriam um tipo peculiar de contra-sensos: como eles, poder-se-ia mostrar a essência inefável do mundo. Em minha dissertação procuro defender Wittgenstein da incoerência do mito do infável. Como leitura que consideram os aforismos do Tractatus conra-sensos profundos apóiam-se na distinção entre dizer e mostrar trato de elucidar essa distinção a partir de sua origem já na obra de Frege. Se na conceitográfia (""""A linguagem de fórmulas do puro pensar"""") podem0os expressar todo e qualquer pensamento, como explicar a inexpressabilidade, na conceitografia, das regras de dedução e das elucidações das categoriasLógicas fundamentais? As categorias e as regras lógicas mostram-se mas não podem ser afirmadas proposicionalmente. Isso não implica que há uma essência infável do mundo, pois a compreensão da forma geral da proposição implica que as aparentes doutrinas metafísicas do Tractatus não passam de contra-sensos encadeados que despertam no leitor a ilusão da apreensão de verdades acerca da constituição última da realidade - ilusão típica, segundo Wittgenstein, na filosofia.