O reconhecimento enquanto pressuposto do agir ético em Hegel
Caroline Ferreira de Meneses
- Autor
- Caroline Ferreira de Meneses
- Orientador(a)
- Marly Carvalho Soares
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
O presente trabalho tem por objetivo a exposição da categoria do reconhecimento e sua perspectiva ética, do filósofo Hegel, enquanto pressuposto do agir ético, tomando por base sua primeira obra de destaque a .Fenomenologia do Espírito. Consideramos que para o reconhecimento se dê verdadeiramente é preciso que a consciência seja consciente de si, ou seja, é preciso que a consciência perpasse o processo de autoformação, e então assim possa reconhecer o outro, porém este outro é a própria consciência que dialoga consigo mesmo, por esta razão o processo de reconhecimento ainda está no âmbito do pensamento, uma vez que ainda não se efetivou em uma consciência diferente nem ainda nas instituições, a saber, a família, a sociedade civil e o Estado. À primeira vista a dialética do senhor e do servo parece exemplificar duas consciências distintas, entretanto não é, uma vez que senhor e servo se manifestam em uma única e mesma consciência. O processo de reconhecimento seguirá adiante a fim de efetivar suas ações e tornar-se um reconhecimento efetivado, passando então a compreender o reconhecimento como necessariamente pensar um outro, pensar o outro em suas relações, pensar o outro em relação consigo mesmo, entretanto só há a possibilidade de reconhecer o outro quando o Eu reconhecer a si próprio, uma vez que, para Hegel o reconhecimento é mútuo e fator preponderante nas relações entre os indivíduos. Daí afirmarmos que o agir só é ético quando os indivíduos se relacionam reconhecendo e respeitando o outro.
