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Dissertações

O Sentido da Noção de Carência na obra """"O Ser e o Nada"""" de Jean-Paul Sartre

Ricardo Leon Lopes

Dissertação
Autor
Ricardo Leon Lopes
Orientador(a)
Miguel Antonio do Nascimento
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1999
1999Ricardo Leon Lopes. O Sentido da Noção de Carência na obra """"O Ser e o Nada"""" de Jean-Paul Sartre. 1999. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Miguel Antonio do Nascimento.2

Esta dissertação pretende elucidar a noção de carência no ser para-si na obra """"O Ser e o Nada"""" de Jean-Paul Sartre. Para tanto, está dividida em três capítulos básicos. O primeiro, desenvolve as categorias principais da fenomenologia de Husserl, tais como os conceitos de consciência intencional, fenômeno, homem e mundo, que influenciaram o pensamento de Jean-Paul Sartre, mesmo que na sua ontologia fenomenológica tenha desenvolvido outras possibilidades de apreensão do ser. O segundo, busca explicar a relação entre fenômeno do ser e ser do fenômeno que aparece à consciência do homem, como inicialmente, consciência posicional do mundo e consciência não-tética (de) si. O terceiro aborda a relação entre as categorias do ser-em-si (que é o que é) e o para-si (que é o que não é e não é o que é), notadamente, explicitando as características ontológicas do ser-para-si, através da análise das negatividades (interrogação, nada, angústia, má-fé), da facticidade, da liberdade e da transcendência, através das três dimensões temporais, a fim de tornar-se si. Portanto, a contribuição do trabalho, ao estudioso da filosofia sartreana, é enfatizar que o ser-para-si, reino do homem, da consciência, da realidade humana, da liberdade, é um ser que está perpetuamente distante de si pela característica de sua consciência que tem o nada como fundamento. Isto é, a partir de sua facticidade (aparecer no mundo), sem fundamento nenhum que o justifique, a sua liberdade é a única possibilidade que tem para a construção de seus valores, de sua essência. Essência esta que, enquanto vivo, nunca se dá, uma vez sendo um ser carente (uma falta de ser), constantemente se transcende desgarrando-se de si rumo a si, no tempo. Encontro marcado consigo mesmo que nunca se dá, a não ser a partir da morte (alienação das possibilidades do para-si), que, finalmente, confere-lhe um significado, a partir dos seus atos em vida.

Palavras-chave: