- Autor
- MARCUS JOSÉ LIMEIRA
- Orientador(a)
- Glenn W Erickson
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE — UFRN
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
Este trabalho tem como objetivo refletir sobre o sentido da piedade que se encontra no texto Eutífron de Platão. O objetivo dessa discussão ocorre no diálogo entre Sócrates e Eutífron, quando ambos se encontram no tribunal de Atenas: Sócrates na posição de acusado e Eutífron de acusador. A partir desse encontro a discussão gira em torno da piedade, isto porque a acusação que pesa sobre Sócrates é de impiedade, pois este está sendo visto como corruptor dos jovens atenienses desviando-os da tradicional religião em vigor na época. Eutífron, porém, está como acusador de seu próprio pai, pois este, num ato de descuido, esqueceu no calabouço um escravo homicida que veio a falecer. Eutífron julga-se homem piedoso por aplicar a justiça de forma indiscriminada, no caso, com seu próprio pai. Com o fim de atingirmos nosso objetivo, esta reflexão foi dividida em três partes. O capítulo I possui dois momentos. No primeiro, apresentamos alguns aspectos espaço-temporais que reconstituem o contexto do encontro de Sócrates com Eutífron, enquanto no segundo, descrevemos e analisamos o diálogo propriamente dito entre os dois interlocutores. O capítulo II efetiva uma reflexão sobre o conceito de piedade no campo da metafísica e da religião. O capítulo III, e último, analisamos a questão da arte de perguntas e respostas em Sócrates. E finalizando as considerações finais, apresentando alguns comentários sobre o supracitado diálogo da juventude de Platão.
