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Dissertações

O Soberano como Juiz das Controvérsias Civis e Eclesiásticas no Leviatã de Hobbes

JOSÉ FRANKLIN ALVES DE LACERDA

Dissertação
Autor
JOSÉ FRANKLIN ALVES DE LACERDA
Orientador(a)
Giuseppe Tosi
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2003
2003JOSÉ FRANKLIN ALVES DE LACERDA. O Soberano como Juiz das Controvérsias Civis e Eclesiásticas no Leviatã de Hobbes. 2003. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Giuseppe Tosi.2

Hobbes tenta aplicar o método geométrico nas ciências políticas desmontando o Estado hipoteticamente para depois recompô-lo e nesse percurso depara-se com as paixões dos homens, ver a impossibilidade da aplicação do método geométrico e recorre a eloquência para justificar o soberano como juiz supremo, ou seja, Hobbes tenta a todo custo convencer os seus leitores da necessidade de um soberano dotado de poder absoluto, para ser o juiz das controvérsias das paixões humanas, usando a retórica. Hobbes argumenta que a natureza do homem o leva à discórdia. Sem um poder comum, os homens estarão sempre nesse estado de natureza. Hobbe, ao fundamentar o estado da natureza, elabora dois postulados, o da paixão e o da razão natural. A paixão tende para o poder, a fama. A razão deseja evitar a morte para o homem. tendo em vista que os homens são altamente manejáveis mediante representações morais e religiosas, não é possível uma liberdade religiosa, portanto a interpretação de todas as leis, sagradas ou civis, corresponde ao Estado. E portanto, para ele o soberano é o juiz das controvérsias civis e eclesiásticas.