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Dissertações

O surgimento da ética da libertação em Enrique Dussel

Renan Evangelista Silva

Dissertação
Autor
Renan Evangelista Silva
Orientador(a)
Marcelo Perine
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Renan Evangelista Silva. O surgimento da ética da libertação em Enrique Dussel. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Marcelo Perine.2

O filósofo Enrique Dussel vem buscando ao longo de seu pensamento e de suas obras, fazer uma nova abordagem e releitura do processo colonizador na América Latina. Nosso autor parte da tese de que o ano de 1492 foi o começo do encobrimento do ameríndio por um éthos dominador e violento trazido pelos europeus. No primeiro capítulo da dissertação, apresenta-se o contexto histórico latinoamericano a partir de 1492 com a chegada de Colombo, e o início da implantação do processo colonizador europeu, a partir da ideia de que a cultura e a vida dos nativos não possuíam nenhum valor ético e cultural, obrigando a cultura indígena a dar lugar à cultura dos colonizadores. No segundo capítulo, faz-se a crítica ao conceito do eurocentrismo, principalmente à visão hegeliana da história, partindo da prática libertadora de Frei Bartolomeu de Las Casas, que soube entender e respeitar as diferenças entre índios e colonizadores e desenvolver uma “Boa Colonização”, respeitando as diferenças e os costumes dos nativos. No terceiro capítulo vê-se como o filósofo Enrique Dussel apresenta uma nova maneira de se conceber a ética latinoamericana, um novo éthos chamado libertação, em que a alteridade perdida do latinoamericano é retomada através do despertar das vítimas, por meio de sua tomada de consciência da situação de opressão. Esse princípio de libertação encontrará na ética do filósofo E. Lévinas o seu apoio necessário para entender a dimensão da alteridade e do respeito para com as vítimas do processo do eurocentrismo