- Autor
- AUTERIVES MACIEL JUNIOR
- Orientador(a)
- MARIA HELENA LISBOA DA CUNHA
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1997
Tomando como ponto de partida a noção de totalidade aberta, o presente estudo trata da ontologia bergsoniana. Aborda a relação estabelecida pelo autor, ao longo de sua obra, entre tempo e subjetividade a partir do conceito de Duração - marca da sua filosofia. Visa, portanto, compreender como, por intermédio deste conceito, Bergson foi levado à instauração de uma nova metafísica, ultrapassando os impasses gerados pelas filosofias idealistas e materialistas. Mostramos que, ao conferir à duração um estatuto ontológico, Bergson rompe com os dualismos metafísicos, propondo-nos, em contrapartida, uma filosofia monista de caráter temporal que resultará na concepção não só de um real dinâmico, como também de uma evolução criadora.....Como a instauração deste Todo pressupõe a problematização de um novo método, o texto trata, também, de compreender a metodologia implicada na elaboração bergsoniana. Visa à crítica que Bergson faz à inteligência - instrumento de especulação das antigas metafísicas -, e o ultrapassamento desta por intermédio da intuição, tentando compreendê-la metodologicamente e geneticamente. Enfim, à luz desta novo ontologia, a dissertação aborda a ética bergsoniana, ligando o conceito de liberdade aos de intuição e totalidade aberta por intermédio do conceito de emoção criadora.
