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Dissertações

O tratactus logico-philosophicus: teoria e crítica da linguagem

Cícero Antônio Cavalcante Barroso

Dissertação
Autor
Cícero Antônio Cavalcante Barroso
Orientador(a)
Tarcísio Haroldo Cavalcante Pequeno
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2002
2002Cícero Antônio Cavalcante Barroso. O tratactus logico-philosophicus: teoria e crítica da linguagem. 2002. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Tarcísio Haroldo Cavalcante Pequeno.2

O Tractatus Logico-Philosophicus de Wittgenstein pode ser considerado como um argumento único, composto de duas partes: uma parte positiva, que pode ser chamada de teoria da linguagem, e uma parte negativa, que pode ser chamada de crítica da linguagem. A conclusão do argumento tractariano está expressa no seu último aforismo, que diz: """"o que não se pode falar deve-se calar"""". Pode-se afirmar então que o argumento tractariano se desenvolve assim: 1. Há um núcleo que compreende às teses positivas de Wittgenstein sobre o mundo, o pensamento e a linguagem; 2. Há um conjunto de considerações críticas sobre as mais diversas áreas do saber humano, quais sejam, a lógica, a ciência, a filosofia, a ética, a teoria do conhecimento, a religião etc.; 3. Há uma conclusão que inverte a compreensão de todos os aforismos que a precedem, que assim deixam de ter um valor absoluto e assumem apenas um valor relativo. Deve-se notar que a primeira parte, que mostra como é possível à linguagem representar os fatos do mundo através de pensamentos, serve de alicerce para a segunda, que consiste no exame dos diferentes usos da linguagem à luz da teoria da linguagem. A conclusão, por sua vez, é sustentada pelas duas partes que a precedem, e ao mesmo tempo as confuta, criando assim o famoso problema do contra-senso interno do Tractatus. A dissertação analisa o desenvolvimento do argumento tractariano, propondo uma interpretação que afasta a hipótese de que há contradição no Tractatus.