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Dissertações

: O Um no Apócrifo de João e na Enéada VI 9 [9] – Relações de Plotino com os Gnósticos: O Um no Apócrifo de João e na Enéada VI 9 [9] – Relações de Plotino com os Gnósticos

Aláya Dullius de Souza

Dissertação
Autor
Aláya Dullius de Souza
Orientador(a)
Gabriele Cornelli
Universidade
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2011
2011Aláya Dullius de Souza. : O Um no Apócrifo de João e na Enéada VI 9 [9] – Relações de Plotino com os Gnósticos: O Um no Apócrifo de João e na Enéada VI 9 [9] – Relações de Plotino com os Gnósticos. 2011. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DF. Orientador(a): Gabriele Cornelli.2

As controvérsias acerca das relações entre Plotino e os gnósticos não se limitam aos tratados contra os gnósticos (30-33). A filosofia plotiniana também apresenta pontos de aproximação com o gnosticismo. O ilimitado Um é um dos temas centrais em Plotino, a união com este era seu objetivo e intento (VP 23, 8). Textos gnósticos sethianos, dos quais o Apócrifo de João (ApJo) faz parte, se valeram de uma abordagem platonizante para falar do Primeiro Princípio. O objetivo deste trabalho é mostrar aproximações entre a abordagem do Um em Plotino, no tratado (VI 9) “Sobre o Bem ou o Um”, e no ApJo. O ambiente de formação e atuação de Plotino é compartilhado com gnósticos. Plotino aprende com Amônio, que recebe uma herança filosófica de Numênio, cuja proximidade com o pensamento gnóstico é cogitada. As obras deste circularam na escola de Plotino em Roma, onde havia gnósticos valentinianos. Tanto Plotino quanto o autor gnóstico do ApJo reforçam a incognoscibilidade do Um, e fazem amplo uso de uma abordagem apofática. A sugestão da presente dissertação é a da existência de um diálogo entre Plotino e os gnósticos e da possível existência de uma fonte medioplatônica em comum da qual ambos beberam. Conclui-se que os recursos lingüísticos usados tanto por Plotino como pelo autor do ApJo para indicar o Um revelam convergências teóricas inéditas e que, de certa forma, obrigam a repensar as relações tradicionalmente desenhadas entre os dois.