Objeto e Objetividade na Dedução B da Crítica da Razão Pura
DANILLO DE JESUS FERREIRA LEITE
- Autor
- DANILLO DE JESUS FERREIRA LEITE
- Orientador(a)
- PEDRO COSTA REGO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- LÓGICA E METAFÍSICA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
Neste trabalho eu analiso a noção de objeto desenvolvida por Kant ao longo da versão B.da Dedução Transcendental das Categorias. Minha proposta principal é de que há uma.mudança fundamental na noção de objeto nas duas “partes” da Dedução. Na sua.primeira parte, “objeto” deveria ser entendido em um sentido lógico: isso significa que.“objeto” é inicialmente considerado como sendo o resultado da unificação de.representações por uma consciência única, segundo regras do entendimento; na sua.segunda parte, essa noção inicial de objeto recebe uma caracterização ulterior, tornandose.restrita aos dados que são de fato recebidos numa intuição espácio-temporal. Já que,.para Kant, nós só podemos conhecer o que é recebido nas intuições formais do espaço e.do tempo, eu mostro que na segunda parte da Dedução “objeto” deveria ser entendido.em um sentido epistemológico. A noção inicial de objeto em sentido lógico muda para.um objeto em sentido epistemológico.
