Os vestígios de Deus no espelho do mundo: um estudo sobre o conhecimento de Deus e a significação dos nomes divinos na Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino
ANTÔNIO AUGUSTO CALDASSO COUTO
- Autor
- ANTÔNIO AUGUSTO CALDASSO COUTO
- Orientador(a)
- Jose Alexandre Durry Guerzoni
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
A dissertação “Os Vestígios de Deus no Espelho do Mundo” versa acerca dos problemas do conhecimento de Deus e da significação dos nomes divinos conforme tratados por Sto. Tomás de Aquino na 1ª parte da Suma Teológica (ST). Partindo da percepção de uma tensão entre as declarações iniciais de Sto. Tomás, nas aberturas das questões 2-3 da 1ª parte da ST, que negam a possibilidade de se conhecer o que Deus é, e a sua exposição acerca dos nomes divinos, na questão 13, que sustenta a possibilidade de se predicar certos nomes positiva e substancialmente de Deus, o desenvolvimento da dissertação visa buscar o entendimento de como essas posições, aparentemente incompatíveis, harmonizam-se no interior do sistema teológico de Sto. Tomás de Aquino. Para efetuar tal propósito, considera os fundamentos ontológicos tanto da distinção radical, quanto da remota similitude, existente entre o Criador e as criaturas, analisando os atributos divinos da simplicidade e da perfeição. Trata dos diferentes modos com que os diferentes tipos de criaturas racionais (o próprio Deus, os anjos e os homens) podem obter um conhecimento acerca de Deus, examinando mais detidamente o tríplice modo, ou triplex via, com que o homem pode obter um conhecimento de Deus valendo-se apenas dos recursos da sua razão natural: a via da causalidade, a via da negação e a via da eminência. Examina o modo com que essas três vias foram assimiladas, por Sto. Tomás, da obra de Pseudo-Dionísio Areopagita, assim como os diversos usos feitos por Sto. Tomás dessas vias na ST. Analisa a crítica de Sto. Tomás ao rabino Maimônides quanto à significação meramente negativa dos nomes divinos e, por fim, considera tanto a importância da distinção entre modus significandi e res significata, quanto à necessidade de uma teoria da analogia, para a fundamentação de uma teologia positiva.
