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Dissertações

Paixões, Instituições e Justiça na Filosofia Política de David Hume.

SILVIA REGINA DA SILVA COSTA

Dissertação
Autor
SILVIA REGINA DA SILVA COSTA
Orientador(a)
AQUILES CORTES GUIMARAES
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2004
2004SILVIA REGINA DA SILVA COSTA. Paixões, Instituições e Justiça na Filosofia Política de David Hume.. 2004. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): AQUILES CORTES GUIMARAES.2

Em meio ao século do Iluminismo, a filosofia política de Hume é alvo de muitas incompreensões, seja por parte daqueles que a inserem neste movimento sem o cuidado que a singularidade da obra exige, seja por aqueles que a consideram uma reação ao racionalismo político do século XVIII, desconhecendo o caráter radical da sua crítica e o potencial de seu """"ceticismo positivo"""" em política. No entanto, trata-se de um pensamento novo, e nele s categorias de sujeito e de lei perdem o sentido e tornam-se mesmo dogmáticas ante a preferência do filósofo pela problemática instaurada pela relação entre paixões e instituições. Ao invés da gravidade e seriedade do elma """"razão e liberdade"""", trata-se de pensar a política de modo mais leve e prático, em termos de """"imaginação e satisfação"""". A novidade do pensamento político de Hume advém do modo pelo qual paixões e imaginação constituem, de modo suficiente, uma relação positiva, o que leva o filósofo a pensar a sociedade política de um outro modo, como uma positividade que se determina por invenções e que se orienta pelo duplo impulso da natureza humana: paixões que imaginam e imaginação que se apaixona. A justiça, tla como concebida por Hume, é a mais essencial e necessária de todas as invenções humanas não apenas porque amplia de modo adequado as paixões pelo princípio da simpatia, tornando possível a vida em sociedade, mas, sobretudo, porque somente ela é capaz de dar conta, de modo satisfatório, da problemática da relação entre paixões e imaginação, relação que define essencialmente a natureza humana e também as suas possibilidades de desenvolvimento e evolução.