- Autor
- Fátima Maria Nobre Lopes
- Orientador(a)
- Marconi Jose Pimentel Pequeno
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
O trabalho busca delinear como ocorre o fenômeno do estranhamento no capitalismo, a partir de um referencial teórico marxiano-lukácsiano. Neste enfoque destaca a gênese do estranhamento no processo do trabalho bem como o seu caráter histórico-social, evidenciando a distinção ontológica entre os termos objetivação, alienação e estranhamento. Em tais colocações é destacado o duplo aspecto do trabalho: criador de valor de uso, enquanto dimensão constitutiva do homem; e criador de valor de troca, enquanto dimensão destrutiva da liberdade humana. Neste último aspecto é mencionado ainda o fetichismo da mercadoria como a forma de manifestação do estranhamento no capitalismo, e como sendo resultante da própria ação teleológica do homem. Refuta-se, aqui, a idéia de uma teleologia em geral ao mesmo tempo em que é afirmada a atividade consciente do ser social. Na articulação destas questões evidencia-se o caráter da ontologia marxiana e lukácsiana, onde fica perceptível a continuidade do pensamento de Marx em relação às suas obras de juventude e de maturidade, bem como a contribuição de Lukács, em complemento com as teses de Marx, ao explicitar as bases socio-históricas do fenômeno da alienação e do estranhamento, recuperando, inclusive, as teses marxianas da práxis social dos homens.
