Dissertações

Pensamento e Alteridade

André Brayner de Farias

Dissertação
Autor
André Brayner de Farias
Orientador(a)
Ricardo Timm de Souza
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2001
2001André Brayner de Farias. Pensamento e Alteridade. 2001. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Ricardo Timm de Souza.2

O trabalho trata de investigar, no pensamento de Emmanuel Levinas (1905 - 1995), uma alternativa de racionalidade inspirada pela relação ética com a alteridade. A proximidade ao Outro, imediatez e passividade, traz a significância de um sentido que não se deixa significar mediante a obra da representação ou de uma consciência livre e autonomamente constituída como origem de todo sentido e de toda realidade. Anteriormente à consciência e à liberdade a subjetividade se constitui como responsabilidade e substituição ao Outro no segredo de um intriga que escapa ao alcance de toda linguagem; significa enquanto vestígio do infinito na consciência, permanência à margem do dito: sentido para além da essência e outramente que ser. O trabalho se divide em duas partes. Na primeira, faz-se um estudo sobre a racionalidade referida à identidade enquanto domínio intelectual de toda alteridade. O pensamento, nesse caso, traz uma concepção de realidade como originada desde uma consciência que é liberdade e presença. Se a alteridade é concebida como infinito e enigma, qualquer tentativa de apreendê-la como uma identidade não conseguirá evitar a violência, ainda que intelectual, e a injustiça a uma situação que exige a imediatez da responsabilidade no infinito ético. Na segunda parte, o estudo se volta à obra Autrement qu'être ou au-delà de l'essence, onde se faz a análise de alguns temas relevantes do pensamento levinasiano - como a consciência não-intencional, a linguagem ética do Dizer, a subjetividade e a substituição. A racionalidade ética em Levinas é um novo modo de concepção da realidade, pensamento cujo sentido não nasce de uma livre intervenção da consciência, senão que é a própria condição desta, a própria razão do pensamento que é já responsabilidade.