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Dissertações

PENSAMENTO EM NIETZSCHE COMO POTÊNCIA INTERPRETATIVA DA VIDA

ANA PAULA BEZERRA DE MIRANDA

Dissertação
Autor
ANA PAULA BEZERRA DE MIRANDA
Orientador(a)
MARIA HELENA LISBOA DA CUNHA
Universidade
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009ANA PAULA BEZERRA DE MIRANDA. PENSAMENTO EM NIETZSCHE COMO POTÊNCIA INTERPRETATIVA DA VIDA. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): MARIA HELENA LISBOA DA CUNHA.1

A presente Dissertação de Mestrado consiste em analisar a problemática apresentada por Nietzsche à racionalidade ocidental a partir de suas críticas à gramática. Essa crítica consiste na limitação que a gramática, enquanto pano de fundo para o pensamento no ocidente, procederia em sua determinação do que existe, desde as denominações lingüísticas, sob o fundamento metafísico do “eu”. Um tal modo de estruturação lingüística acaba por interferir na compreensão da realidade pelo homem, isto é, segundo Nietzsche, o pensamento no ocidente teria sido determinado pelos contornos da gramática subjetivo-metafísica e, esquecido de sua origem gregária, almejado, de forma imprópria, alçar-se às questões de cunho filosófico-ontológico-existenciais. Sendo assim, o trabalho se centrará na crítica de Nietzsche à linguagem a partir de um direcionamento das questões da metafísica e da subjetividade. Nosso escopo seguirá a preocupação do filósofo de salvaguardar o pensamento do encobrimento da interpretação unívoca metafísica - elucidando as noções centrais pelas quais o filósofo põe em andamento sua crítica ao texto tradicional: as que giram em torno da representação, da consciência e do pensamento racional. Esperamos apontar em novas.direções, implicadas na crítica nietzscheana do que seja pensar de acordo com sua teoria do perspectivismo, e na compreensão do que é o pensamento, analisando o caminho que o filósofo desbrava em direção a uma anunciada Razão Maior, tal como explicitada em sua obra-prima Assim Falou Zaratustra, I parte, ‘Dos Desprezadores do corpo’: “Atrás de teus pensamentos e sentimentos, meu irmão, acha-se um soberano poderoso, um sábio desconhecido – e chama-se o ser próprio. Mora no teu corpo, é o teu corpo.”