Política, história e Modernidade: A questão da atualidade em Michel Foucault.
Miguel Angelo Oliveira do Carmo
- Autor
- Miguel Angelo Oliveira do Carmo
- Orientador(a)
- GUILHERME CASTELO BRANCO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
Apresenta-se, aqui, a construção das posições ético-política e histórica do filósofo Michel Foucault a partir da questão da atualidade. Tendo como objetivo em sua última fase uma """"estética da existência"""", Foucault, tomando como princípio o texto kantiano """"Was ist Aufklärung?"""" (O que é Esclarecimento?), procura tecer uma crítica à razão moderna lançando-a para a sua própria atualidade. O indivíduo, na sua constituição histórica, deve atentar-se para o conflito emergente nas práticas históricas; perceber que o jogo constitutivo da história não tem origem e nem sujeito fundador - o objeto a ser construído é sempre fruto de um jogo estratégico de forças, um afrontamento que se dá na atualidade. Descrever a história das práticas humanas e não seu efeito. Na ético-política o conceito de atualidade também ganha força, pois a transformação da vida em obra de arte requer um trabalho crítico sobre o momento presente, um trabalho estratégico de resistência que possibilitará ao indivíduo a criação dos """"espaços de liberdade"""". O estatuto do indivíduo será problematizado a partir da compreensão ético-política dos afrontamentos entre as relações de poder e as várias formas de resistência a elas inerentes. Isso leva Foucault, mais uma vez, às práticas; criação racional de novas formas práticas de subjetividade. É pela questão da atualidade, pelo perguntar constante do nosso momento presente, que Foucault tenta realizar uma modernidade mais livre, um """"trabalho sobre os nossos limites"""" (trabalhar nas fronteiras!) e dar-nos novas perspectivas oriundas do jogo histórico, ético-político e estratégico da vida.
