- Autor
- ANA CRISTINA DA SILVA
- Orientador(a)
- JOSÉ NICOLAU HECK
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1997
Os temas da práxis e da revolução buscam compreender como a práxis pôde se despontar enquanto uma das formas essenciais da atividade humana e a revolução como solução para os problemas da emancipação humana. A análise foi situada no contexto em que foram gerados. Em Aristóteles encontramos os embriões da reflexão sobre as formas que assume a atividade humana ( a theoria, a poiésis e a práxis ). Encontramos no pensamento moderno a concepção de atividade humana adaptada a um projeto novo de sociedade e uma nova concepção de homem e, por conseguinte, de liberdade. Nesse sentido, o diálogo com Descartes foi imperativo porque dele herdamos a concepção de homem como sujeito do conhecimento. Em Hegel temos a autoprodução e a alienação humanas como momentos essenciais da atividade do espírito. Será com Marx, retomando Hegel, que a práxis assumirá a forma do trabalho e do qual a alienação aparecerá como cerne do problema da emancipação humana perante as determinações naturais e as relações de exploração. Nesse sentido, a revolução aparece como a mediação necessária à emancipação do homem, visando a instituição de uma nova sociedade. No entanto, a história continua a desafiar o marxismo quanto à solução que apresentou ao problema da emancipação humana. A questão é examinada em Lênin como intelectual e político.
