PRAZER E FELICIDADE NA CIVILIZAÇÃO: Reflexão sobre a proposta de Marcuse de uma reversão do. princípio de realidade de Freud
Sandra Helena Soares Moreira Oliveira
- Autor
- Sandra Helena Soares Moreira Oliveira
- Orientador(a)
- Francisco Verardi Bocca
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Marcuse e Freud marcaram os caminhos do pensamento filosófico no século XX com suas contribuições sobre as questões que afetam de modo significativo a vida humana. Porém, o conceito de ser humano não foi o mesmo para ambos. Marcuse, em linhas gerais, partindo de suas concepções sociais, apresentou uma preocupação com o crescimento sem controle da tecnologia e com a alienação que impede uma posição crítica individual. Tendo em vista especialmente as formas repressivas das relações do humano com os bens e a cultura, o que determina como o mal-estar na civilização. Freud, por sua vez, situando o mal-estar humano na subjetividade, deixa transparecer o que essa concepção comporta. Respeitando seus princípios e fundamentos, nesta dissertação são chamados ao debate esses dois autores. Assim, esta pesquisa apresenta e desenvolve o conceito de prazer em Marcuse e Freud, enfatizando o recurso que Marcuse fez a Freud para elaborar sua proposta de uma sociedade organizada em torno do prazer. Faremos isso apontando as distinções teóricas de ambos os autores, enfocando as obras Eros e civilização, de Marcuse e o Mal-estar na civilização, de Freud. Por fim, ao aproximarmos os conceitos de civilização, prazer e mal-estar esperamos tornar suficientemente claro o posicionamento de Marcuse. Apontaremos desde já que o que à primeira vista pareceu ser uma aproximação de Freud, representou de fato uma instrumentalização de seus conceitos visando dar suporte à sua própria elaboração de uma solução para o mal-estar. Solução que revelou-se como uma desconsideração da amplitude dos conceitos freudianos, particularmente do conceito de repressão, esperamos mostrar.
