Pressupostos filosóficos na investigação de Heidegger sobre a verdade enunciativa
PAULO MENDES TADDEI
- Autor
- PAULO MENDES TADDEI
- Orientador(a)
- FERNANDO AUGUSTO DA ROCHA RODRIGUES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2009
A presente dissertação se pretende um estudo temático acerca da concepção de verdade como adaequatio rei et intellectus, visando a uma compreensão da abordagem de Heidegger desta questão na seção a do §44 de Ser e Tempo. Nesse sentido, buscamos reconstruir duas abordagens desta concepção de verdade, a que Heidegger, no §44, faz menção: a definição de verdade como adequação em Tomás de Aquino; e o tratamento fenomenológico da adequação desenvolvido por Edmund Husserl na VI Investigação Lógica. Com isso, intentamos acompanhar, em primeiro lugar, uma posição que defende uma concepção adequacionista de verdade como sentido original de verdade (Capítulo 1); em segundo lugar, o tratamento husserliano, que se destaca daquela posição tomasiana, na medida em que dela se apropria e entende a relação entre os membros da concordância como uma relação de identidade (Capítulo 2); e, finalmente, a posição de Heidegger em Ser e Tempo, onde a abordagem fenomenológica husserliana é apropriada no sentido de mostrar o caráter não-originário da verdade enunciativa em geral (Capítulo 3). Para a apresentação neste último capítulo, partiremos da análise crítica feita por Ernst Tugendhat, em seu escrito de habilitação Der Wahrheitsbegriff bei Husserl und Heidegger. Esta crítica sustenta que Heidegger, ao tentar alcançar um conceito mais originário e mais amplo de verdade, teria perdido os critérios de distinção de verdade e falsidade em geral.
