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Dissertações

PRESSUPOSTOS KANTIANOS DE UMA HISTÓRIA HUMANA PROGRESSIVA RUMO À PAZ

Júlio César da Silva

Dissertação
Autor
Júlio César da Silva
Orientador(a)
José Nicolau Heck
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007Júlio César da Silva. PRESSUPOSTOS KANTIANOS DE UMA HISTÓRIA HUMANA PROGRESSIVA RUMO À PAZ. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GO. Orientador(a): José Nicolau Heck.2

O alvo deste trabalho começou a partir da compreensão sobre um significado que importante que tem a leitura da história na argumentação kantiana. Confrontado o fato de o ser humano ter estado no estado natural e as relações entre os estados não se apresentarem como fruto de um acordo mútuo, Kant tenta pensar uma situação jurídica formada a partir de várias tentativas no limiar da historia seria capaz de por fim a essa situação de guerra latente ou guerra de fato. Nos tratados de filosofia prática, Kant propõe um princípio da orientação para a vida política: a constituição de uma sociedade cosmopolita, que culmina pelo processo de republicanização dos Estados, faz com que o estado de guerra fique de lado e é uma situação política eficiente para o desenvolvimento das potencialidades humanas. Existe um exemplo que é interessante considerar como finalidade a ser perseguida, a saber: Sociedade das Nações. Assim, se tem um campo de onde se pode pensar a filosofia teórico-prática kantiana como lugar sistemático que gera uma reflexão, quer que seja acerca de condições teóricas de possibilidades, ou mesmo de condições práticas de aplicabilidade de certa constituição que se revela como feito de uma construção formalizadora de uma identidade jurídica e política de uma forma de união que pode ser chamada de Confederação ou Liga de Povos. O alvo que se propõe é o de repensar a filosofia política de Kant como o lócus sistemático das reflexões, ambas nas condições teóricas da possibilidade, e nas condições realísticas de uma constituição. Assim, se compreende Kant como o momento real da formalização da identidade jurídica e política de uma possível Liga, que é chamada verdadeira união dos povos ou da união das nações por uma Confederação. Este texto tenta ver qual o lugar e que tipos de cidadãos descreve Kant a fim satisfazer subseqüentemente a situação da política pretendida pela nova ordem no fim da história. Para mostrar como é possível o cosmopolitismo, ainda, tentamos alcançar na história o caráter do poder soberano, tanto como o ato das nações para moderar a possibilidade de conflito. Kant foi original quando recorre ao conceito de cidadão do mundo, uma concepção competente para se trabalhar uma síntese entre as reciprocidades entre indivíduos e entre estados, que implica que somente a partir do direito está a condição de um estado universal de paz.