Pressupostos ontológicos para se pensar a nova tecnologia técnica, informação e ser e tempo
SORAYA GUIMARÃES DA SILVA
- Autor
- SORAYA GUIMARÃES DA SILVA
- Orientador(a)
- Oscar Federico Bauchwitz
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE — UFRN
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
A presente pesquisa, realizada no campo da metafísica, reúne pressupostos para uma fundamentação ontológica da Tecnologia da Informação, baseados na filosofia de Martin Heidegger, mais especificamente, na analítica existencial do Dasein na obra Ser e Tempo. A partir do pensar sobre """"aquilo que hoje é"""", procurou-se investigar sobre que fundações está erguida a Nova Tecnologia para que estejamos hoje entregues ao projeto de numerizaçâo dos entes que, enquanto destina o homem para o esquecimento do Ser, ao mesmo tempo, lhe oferece a possibilidade de transformação. A relação entre a questão do Ser e a questão da técnica é analisada como caminhos que se cruzam e nessa cruzamento é possível pensar o que é técnica e o que é informação para Heidegger de que maneira os modos existenciais do Dasein servem para caracterizar como o homem está enredado no seio tecnologia da informação. A partir dessa apropriação, se chega ao pensamento de como pode se abrir uma perspectiva de recondução do homem à verdade do Ser. Por fim, a estruturação dos fundamentos toma possível à reflexão: com o que lidamos, como somos e em que direção nos encaminhamos, os temas gerais, respectivamente, de cada capítulo. São temas do primeiro capítulo: a) Caracterização concisa do Dasein, considerações apoiadas em Benedito Nunes, Hans-Georg Gadamer, Jacques Derrida e Rüdiger Safrãnski; b) conceito de técnica e sua essência em Heidegger; b) a distinção entre técnica e tecnologia, apoiada no pensamento de J. Ellul, Michel Séris, Otto Põggeler, Michel Haar, Dominique Janicaud; c) Conceituação de cibernética, para Heidegger e em Norbert Wiener; d) Caracterização do conceito de língua de tradição e língua técnica; e) Conceituação preliminar de informação, análise etimológica e filosófica, visão de Heidegger e as teorias de Rafael Capurro; f) Análise do fenómeno de numerizaçâo dos entes, considerações de Paul Virilio e do conceito de realidade virtual apoiados em Henri Bergson e Gilles Deleuze. No segundo capítulo, passa-se à análise dos existenciais do Dasein, na sumarização dos fundamentos-base para a caracterização da tecnologia da informação como problema filosófico. Por fim, tendo sidos apresentados os conceitos introdutórios que delimitam a região do que está sendo questionado, seguidos dos indícios que formam os pressupostos ontológicos encontrados em Ser e Tempo, o terceito capítulo discorre sobre perigo, salvação e serenidade, três palavras-chave do pensamento heideggeriano sobre a técnica e que permitem abordar conclusivamente a questão.
