- Autor
- Felipe Cesar Marques Tupinamba
- Orientador(a)
- José Gabriel Trindade Santos
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
Nossa análise do diálogo Mênon de Platão privilegiará a temática do saber e o papel crítico da filosofia. Propomo-nos a investigar as seguintes questões: É possível a aprendizagem?; Qual o método que nos conduz ao saber?; Como podemos, a partir dos sentidos, alçar-nos ao saber?; Qual o objeto do conhecimento: a multiplicidade das coisas ou a unidade do ser?; Qual adiferença entre opinião verdadeira e saber?; Estas possuem a mesma origem? O método socrático de perguntas e respostas busca o consenso interior. O saber, portanto, estaria na consistência das declarações de quem as profere. Neste sentido, Sócrates, com o seu exame das definições, testa a consistência das opiniões dos seus interlocutores, fazendo-os assim, admitir as contradições de seus discursos. Reconhecido isto em relação ao que se julgava e presumia saber, procura-se extrair da alma do seu interlocutor o conceito que nela permanecia oculto, desenvolvendo seu próprio pensamento, ou seja, reencontrando, por si mesmo, conhecimentos que já possuía sem o saber. Porém, os erísticos sustentam a impossibilidade da pesqui|sa e do saber. Pois, é impossível investigar e conhecer aquilo que ainda não se conhece, porquanto, mesmo que se viesse a descobri-lo, seria impossível identificá-lo, pois faltaria o meio para a realização da identificação. Nem mesmo o que já se conhece pode ser investigado, precisamente porque já é conhecido.
