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Dissertações

Prólogo do Comentário de Guilherme de Ockham às Sentenças - Questão 1ª Apresentação e Tradução

Antonio Raimundo dos Santos

Dissertação
Autor
Antonio Raimundo dos Santos
Orientador(a)
Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1996
1996Antonio Raimundo dos Santos. Prólogo do Comentário de Guilherme de Ockham às Sentenças - Questão 1ª Apresentação e Tradução. 1996. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento.2

Este trabalho apresenta a tradução do latim para português de uma pequena parte da obra de Guilherme de Ockham. A primeira questão de seu prólogo ao comentário do livro das Sentenças, """"Se é Possível ao Intelecto do Peregrino ter Notícia Evidente das Verdades da Teologia"""". O Texto utilizado é a primeira questão do Guillelmi de Ockham Scriptum in Librum Primum Sententiarum (Ordinatio). Prologus et Distinctio Prima, edidit Gedeon Gál O.F.M., adlaborante Stephano Brown O.F.M., que é parte da edição crítica Guillelmi de Ockham. Opera philosophica et theologica. Ad fidem codicum manuscriptorum edita, Cura Instituti Franciscani Universitatis S. Bonaventurae, St.Bonaventure, N.Y., 1967. A primeira questão deste prólogo é uma autêntica obra de teoria do conhecimento, onde Ockham basicamente discute a questão das possibilidades da certeza do conhecimento subjetivo da verdade contida nas proposições contingentes e defende o conhecimento intuitivo das coisas singulares como base segura para tal conhecimento. A tradução é antecedida por apresentação, cujo objetivo é, primeiro, explicar a estrutura literária do texto desta questão; e, segundo, chamar a atenção para alguns pontos de vista particularmente relevantes do pensamento de Ockham, especialmente os conceitos de notitia e cognitio, o conceito de conhecimento evidente e algumas de suas implicações, sua posição a respeito do universal, do singular e da ciência, a distinção entre as notícias abstrativa e intuitiva e o papel do argumento da potentia Dei absoluta em sua teoria do conhecimento.