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Dissertações

Proposições e Valor Cognitivo: Podem demonstrativos não ter sentido?

JULIANA FACCIO LIMA

Dissertação
Autor
JULIANA FACCIO LIMA
Orientador(a)
MARCO ANTONIO CARON RUFFINO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
LÓGICA E METAFÍSICA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010JULIANA FACCIO LIMA. Proposições e Valor Cognitivo: Podem demonstrativos não ter sentido?. 2010. Dissertação (MESTRADO em LÓGICA E METAFÍSICA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): MARCO ANTONIO CARON RUFFINO.1

O presente trabalho tem por objetivo fazer uma análise de quatro das principais teorias da referência disponíveis sobre o conteúdo semântico dos indexicais. A análise será guiada pela eficiência das quatro teorias selecionadas em explicar nossas intuições linguísticas sobre três situações-modelo envolvendo atitudes proposicionais com relação especificamente a proposições expressas por sentenças compostas por indexicais. A primeira teoria a ser examinada como possível teoria da referência dos indexicais é a teoria da referência fregeana (1892, 1918). A interpretação da teoria de Frege abordada neste trabalho defende a identificação do sentido dos nomes próprios com o sentido de descrições definidas. Tal teoria é rapidamente rejeitada pois quando aplicada a sentenças compostas por indexicais dá origem a contradições internas à própria teoria. Alternativas à teoria fregeana que podemos encontrar na literatura são as teorias da referência direta. As teorias da referência direta por mim selecionadas são as teorias de David Kaplan (1989) e John Perry (1977). Apesar das semelhanças entre as duas teorias, salvaguardam-se diferenças; e pelo fato de as duas teorias serem diferentes, as objeções que ofereço a cada uma delas também serão diferentes. Como pretendo mostrar, Kaplan, assim como Frege, também parece incorrer em problemas de contradição interna. Contra a objeção de Perry, desenvolvo um argumento baseado no trabalho de Richard Heck (1995, 2002). Com isso, pretendo mostrar que a explicação de Perry para atitudes proposicionais que envolvem proposições expressas por sentenças indexicais não é uma boa explicação. Por fim, exploro um tipo de teoria da referência diferente das três teorias já analisadas, a saber, a teoria de Evans (1982). A análise semântica que essa teoria oferece para proposições expressas por sentenças compostas por indexicais, em algumas situações, também discorda de nossas intuições linguísticas. Porém, como concluo, Evans tem boas razões para abandonar as conclusões de nossas intuições linguísticas nesses casos e, portanto, me parece ser mais adequada que as anteriores.