- Autor
- Giorlando Madureira Lima
- Orientador(a)
- FATIMA REGINA RODRIGUES EVORA
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
A relação entre propósito (hou heneka) e natureza (physis) não é um tema pacifico, conforme pode-se demonstrar a partir da Física, II, 8, 199b32. Na referida passagem, Aristóteles declara que “natureza é uma causa, uma causa que opera por um propósito”, essa declaração é a conclusão de um argumento por analogia acerca da necessidade que uma causa tem de um propósito. A analogia se dá entre um artesão que precisa ter algum propósito antes de começar a trabalhar sobre uma madeira e a natureza que, analogamente, também teria um propósito antes de começar a mover os seres. Esta imagem Aristotélica tem como consequência uma questão que acompanha a tradição de comentários, qual seja, “possui a natureza um deliberador?”. A presente dissertação investiga cada uma das três possibilidades de resposta para essa pergunta: (i) existe e é distinto da natureza, (ii) existe e não é distinto da natureza e (iii) não existe. Com o intento de, ao fim dessas investigações, encontrar uma conclusão sobre o que pode efetivamente ser dito sobre a questão. Alcança essa meta através da análise da estrutura do texto de Física II, 8.
