Voltar para Dissertações
Dissertações

Quase-Verdade, Probabilidade Pragmática e Indução

Adriano Luiz de Souza Lima

Dissertação
Autor
Adriano Luiz de Souza Lima
Orientador(a)
Décio Krause
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2006
2006Adriano Luiz de Souza Lima. Quase-Verdade, Probabilidade Pragmática e Indução. 2006. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, SC. Orientador(a): Décio Krause.2

Hume sustentou em suas investigações que não estamos autorizados pela razão a fazer inferências indutivas e muitos foram os que tentaram refutar esta posição (SALMON, 1979; BLACK, 1975). Não pretendemos neste trabalho oferecer uma reposta ao problema posto por Hume, mas tentar mostrar que, apesar de não serem inferências válidas, as induçoes nos trazem conclusões plausíveis quando partimos de premissas também plausíveis e obedecemos certas condições. Inicialmente, faremos uso da caracterização de da Costa que nos diz que uma lógica é """"qualquer classe de cânones de inferência baseada num sistema de categorias"""" (DA COSTA, 1993, p. 12), para tentar mostrar em que sentido é possível falarmos de lõgicas indutivas. Para tanto, usaremos a caracterização desse autor para o conceito de indução como sendo uma inferência (relativa a uma dada lõegica L) que não é vlálida do ponto de vista de L. Como, em geral, não há como garantir a veracidade de conclusões obtidas indutivamente, mesmo sendo todas as premisss da inferência comprovadamente verdadeiras, associaremos as sentenças envolvidas no argumento indutivo com um tipo de probabilidade subjetiva, chamada probabilidde pragmática, desenvolvida por da Costa. Sem muitos detalhes, dizemos que a probabilidade pragmática de uma sentença é o grau de crença racional na quase-verdade desta sentença e que a quase-verdade é o quanto esta sentença se aproxima da """"verdade absoluta"""". Serão estesdois conceitos de proababilidade pragmática e de quase-verdade que nos ajudarão a medir o grau de plausibilidade de uma inferênica indutiva. Por fim, usaremos estes conceitos para também tratarmos de sentenças vagas. Assim, podemos tratar de situações em que as premissas e a conclusão de certas regras possm comportar alguma incerteza, ou vvagueza, mas que a elas se possa conferir algum grau de confiabilidade. Utilizaremos um tipo de lõgica paraconsistente, chamada de lógica anotada, para tratar a questão e proporemos uma regra de inferênica, além da Regra da Cautela, já proposta por da Costa e Krause em (DA COSTA; KRAUSE, 2002).