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Dissertações

RAZÃO E LIBERDADE NA CRÍTICA DA RAZÃO PURA

Robison Tramontina

Dissertação
Autor
Robison Tramontina
Orientador(a)
Thadeu Weber
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2000
2000Robison Tramontina. RAZÃO E LIBERDADE NA CRÍTICA DA RAZÃO PURA. 2000. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Thadeu Weber.2

A questão que orienta a presente investigação é a seguinte: há uma fundamentação da moralidade na CRPu? Para dar conta desse problema é necessário tematizar dois conceitos centrais da filosofia kantiana, a saber: razão e liberdade. Segue-se o seguinte trajeto argumentativo:....ð O capítulo I trata da teoria kantiana da razão, tal como ela está expressa na Dialética Transcendental. O argumento central desse procura evidenciar que a exigência da razão de conhecer o incondicionado é ilegítima e indicar o caráter necessário da crítica, a qual restringe o uso teórico e aponta o uso prático da razão.....ð A questão da liberdade na CRPu é o tema do segundo capitulo. Duas teses básicas são apresentadas: a idéia de liberdade transcendental é um conceito problemático e que não há uma incompatibilidade no argumento kantiano entre a forma como é pensada a conexão entre liberdade transcendental e liberdade prática na Dialética e no Cânon. O centro nevrálgico desse localiza-se, na discussão sobre como a justificação kantiana aborda a passagem de um contexto cosmológico para o âmbito da ação humana e na possibilidade de pensar a liberdade prática independentemente da liberdade transcendental.....ð O capítulo III investiga a conexão entre razão e liberdade. A ênfase recai sobre a questão da possibilidade de mostrar que a razão pode legislar a partir da demonstração de que a liberdade prática é uma das causas da natureza.....A resposta à questão proposta será negativa. A CRPu não contém o arcabouço teórico necessário para a fundamentação da moralidade. Nessa obra, há uma demonstração da existência do uso prático da razão e não de que a razão é prática.