Voltar para Dissertações
Dissertações

Realismo moral naturalista: problemas semânticos

RAFAEL MARTINS RODRIGUES

Dissertação
Autor
RAFAEL MARTINS RODRIGUES
Orientador(a)
MARIA CLARA MARQUES DIAS
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010RAFAEL MARTINS RODRIGUES. Realismo moral naturalista: problemas semânticos. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): MARIA CLARA MARQUES DIAS.2

As intuições sobre a fenomenologia moral nos mostram que a distinção metafísica entre as propriedades dependentes da mente e independentes da mente estabeleceu a distinção metaética entre a normatividade e a objetividade da ética. Tradicionalmente, muitos argumentos foram construídos para mostrar que os realistas morais não conseguem explicar, através de um vocabulário naturalista, o processo de determinação da referência moral devido à disposição desiderativa considerada como parte necessária do significado dos termos morais. Esta dissertação avalia alguns argumentos anti-realistas como a tese ser-dever (lei de Hume), o argumento da estranheza, o argumento da relatividade e o argumento da questão aberta. Em seguida, proponho a semântica elaborada pelo realismo de Cornell para responder a estes argumentos, especialmente o argumento da questão aberta. Entretanto, como o teste da Terra Gêmea Moral nos mostra, a semântica proposta por Boyd é incompleta. Portanto eu também avaliarei a segunda tentativa dos realistas de Cornell tais como Brink e Copp, fundamentada na noção de intenções referenciais de Putnam.