- Autor
- MARCO AURÉLIO CAETANO OLIVEIRA
- Orientador(a)
- WILSON JOHN PESSOA MENDONCA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
Nos últimos anos, o Realismo moral tornou-se um dos temas mais debatidos em Metaética. A posição ganhou novos adeptos, bem como novas abordagens, especialmente devido à comemoração do Aniversário de 100 anos de Principia Ethica. Esta Dissertação tem por objetivo investigar as recentes contribuições ao Realismo moral, em sua versão robusta. Inicialmente, apresentamos uma caracterização do Realismo moral, a fim de investigar quais são as premissas endossadas por estes filósofos, e verificamos, em seguida, os comprometimentos ontológicos que se seguem dessas premissas, a fim de descobrir qual epistemologia seria a mais adequada para essa posição. No segundo capítulo, lidamos com problemas ontológicos. Estamos interessados especialmente nos três argumentos destinados a rejeitar a existência de propriedades morais sui generis. De acordo com filósofos naturalistas, as únicas propriedades relevantes para o proferimento de juízos morais são as propriedades naturais. No entanto, não-naturalistas dizem que há uma resposta disponível para essa visão naturalista: Eles podem aceitar que as propriedades morais sejam sobrevenientes. Elas são propriedades reais, semelhantes a outras propriedades como as econômicas, as históricas e as geológicas. A solução seria aceitar a tese da Sobreveniência, mas negar que a Constituição implique Identidade - o que minaria o projeto não-naturalista. Na busca por uma Epistemologia para o Realismo moral, no terceiro capítulo, deparamo-nos, inicialmente, com o problema do Ceticismo moral. Os céticos morais mais importantes seriam os teóricos do erro. Esses filósofos acreditam que existe um problema particular com relação ao realismo moral: Nenhuma sentença moral pode ser verdadeira, porque não existem propriedades morais. Apresentamos, em seguida, duas teorias epistemológicas. A primeira foi proposta por David Brink, que apresentou uma solução coerentista ao realismo moral, e a segunda representa uma tentativa recente, por Shafer-Landau, de propor um Confiabilismo moral. Shafer-Landau possui, na verdade, uma teoria híbrida. Para justificar as nossas crenças em princípios morais, que são proposições auto-evidentes na forma de condicionais, é defendido um Fundacionalismo moderado, e para justificar nossas crenças morais particulares poderíamos adotar processos de formação de crenças confiáveis. Concluímos a apresentação desta dissertação com o que esperamos ter sido notado durante a leitura da mesma, a saber, que a Ética deve ser entendida como uma disciplina autônoma, mais especificamente, uma investigação essencialmente filosófica. A Ética não depende de qualquer ratificação ou suporte das ciências naturais. Estas ciências não têm a habilidade para explicar fatos normativos, pois eles só podem ser elucidados através de investigações filosóficas.
