REALISMOS E ANTI-REALISMOS NA FÍSICA DO SÉCULO XX: WERNER HEISENBERG, O PENSAMENTO GREGO E OS DEBATES NA CONSTRUÇÃO DA TEORIA QUÂNTICA
Anderson Cleiton Fernandes Leite
- Autor
- Anderson Cleiton Fernandes Leite
- Orientador(a)
- Samuel José Simon Rodrigues
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA — UNB
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Esta dissertação tem como objeto de pesquisa a relação entre as obras do físico Werner Heisenberg e a filosofia grega. Optou-se por contextualizar tal relação no âmbito dos debates acerca da teoria quântica realizados nas cinco primeiras décadas do século XX. Para tanto, fez-se necessário descrever o desenvolvimento histórico e conceitual da teoria quântica e o papel de Heisenberg nesse processo. Os conceitos filosóficos gregos são utilizados por Heisenberg como uma forma de clarificar problemas da própria mecânica quântica, para legitimar a Interpretação de Copenhague e na desqualificação das interpretações concorrentes. A história da ciência, para Heisenberg, é determinada pelo influxo de duas correntes de pensamento que surgiram da Grécia antiga: o materialismo e o idealismo. A partir de tal clivagem, Heisenberg fundamenta uma crítica aos opositores da Interpretação de Copenhague e na desqualificação das interpretações concorrentes. A historia da ciência, para Heisenberg, é determinada pelo influxo de duas correntes de pensamento que surgiram na Grécia antiga: o materialismo e o idealismo. A partir de tal clivagem, Heisenberg fundamenta uma crítica aos opositores da Interpretação de Copenhague, assim como justifica filosoficamente suas teses pessoais quanto à mecânica quântica. Afirma-se que apesar de suas concepções filosóficas não serem passíveis de uma sistematização completa, a relação que Heisenberg estabeleceu entre a filosofia grega e os problemas da teoria das quanta acabou por resultar numa interpretação da realidade física próxima de um realismo, na qual existem traços de platonismo e de subjetivismo.
