- Autor
- PAULO ROGÉRIO LUSTOSA
- Orientador(a)
- MARIA EUNICE QUILICI GONZALEZ
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
O objetivo desta dissertação é desenvolver uma reflexão filosófica acerca da cognição animal tendo, principalmente, as formigas como fonte de subsídios para nossa reflexão. Para desenvolvermos essa reflexão adotamos o termo cognição no seu sentido pragmático, que nos remete à habilidade e competência, e não no sentido de crença verdadeira racionalmente justificada, tal como o termo é definido pela tradição filosófica. Abordamos o ato de conhecer especialmente como uma interpretação sensorial do animal adaptado ao seu ambiente. Nesse contexto fizemos primeiramente um estudo do pensamento de Jacob von Uexküll (1864-1944) sobre a relação que se estabelece entre o animal e o ambiente; em seguida investigamos o sistema de comunicação química das formigas à luz do pensamento de Uexküll e desenvolvemos uma hipótese segundo a qual tal sistema pode ser entendido como um aparato cognitivo. Ampliamos essa reflexão sobre a cognição animal, englobando alguns outros componentes de seu complexo corpo de pesquisa, tais como cultura, suicídio e linguagem. Para finalizar pesquisamos a Etologia Cognitiva. Concluímos que o mundo químico de comunicação dos insetos pode ser entendido como um sistema cognitivo, pois ele é um sistema que possui habilidade de gerar hábitos ou disposições para agir de forma que sua ação possibilite não apenas a sua sobrevivência como também a sobrevivência da espécie.
