- Autor
- GUILHERME MÜLLER JUNIOR
- Orientador(a)
- JAMES BASTOS ARÊAS
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
David Hume desenvolveu uma filosofia ficcional. Seu empirismo não se esgota em uma teoria do conhecimento, nem em um ceticismo. O Tratado da Natureza Humana de Hume apresenta uma fulguração conceitual e uma imagem do pensamento que estão para além das determinações que a história da filosofia lhes atribuiu. Seu empirismo se desenvolve no plano problemático das relações, na imanência inocente da imaginação, cujo princípio é a diferença radical. Seguindo essa perspectiva o empirismo de Hume desenvolverá a seguinte questão: como na imanência da imaginação, de uma exterioridade e diferença irredutíveis de idéias são compostas as relações? Tal pergunta refere-se não ao conhecimento, nem tão somente ao ceticismo, mas à atividade da invenção. Para tanto Hume desenvolve um complexo conceitual que se articula em três momentos coexistentes: relações, paixões e artifícios. Na confluência, ou transfusão, das relações e das paixões encontra-se a dinâmica dos artifícios, da invenção. O presente trabalho pretende mostrar as linhas dessa imagem do pensamento, o empirismo como uma prática das relações, como uma filosofia da invenção.
