- Autor
- FREDERICO GRANIÇO DE FARIA
- Orientador(a)
- SUSANA DE CASTRO AMARAL VIEIRA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
Esta dissertação versa sobre a guinada linguística contemporânea, crítica à filosofia moderna no que esta manteve do antigo essencialismo platônico. As argumentações de Rorty e Nietzsche propõem uma substituição do projeto moderno por uma abordagem mais atual e útil. O objetivo aqui é estudar um aspecto da filosofia pragmatista contemporânea de Richard Rorty; a saber, uma possível relação desta corrente com a filosofia precedente de Nietzsche. Mais especificamente, aqui tenho por objetivo estudar as características de um suposto pragmatismo incipiente em Nietzsche e tecer relações com o pragmatismo contemporâneo de Rorty. A partir de apontamentos do próprio Rorty, estabeleço uma analise crítica do vocabulário essencialista de Nietzsche. Rorty caracterizou Nietzsche como o último metafísico e sua filosofia como um platonismo às avessas. Entenda-se “crítica” nesse momento como sinônimo de “caracterização”, pois deve ser considerada a relação de Nietzsche com seu tempo e o incrível avanço de seu vocabulário antiessencialista em relação à época em que escreveu – avanço esse que provavelmente fez nossa cultura andar mais rápido. Essa marca pode ser identificada em toda sua obra e talvez seja mesmo um traço da dificuldade – que ainda temos! – de sustentar a nova posição antiessencialista num antigo vocabulário e cultura marcadamente essencialistas. Pois se Nietzsche escreve ensinando sobre a suposta base do impulso vital – a vontade de poder –, seria ingênuo de nossa parte interpretá-lo como possuindo uma “devoção à verdade”. A única resposta para ‘por que Nietzsche escrevia’, de acordo com o que escreveu ao menos, tem de ser: para exercer sua vontade de poder.
