ROUSSEAU E A QUESTÃO APARÊNCIA E VERDADE NA CRÍTICA AOS ESPETÁCULOS
OTACILIO GOMES DA SILVA NETO
- Autor
- OTACILIO GOMES DA SILVA NETO
- Orientador(a)
- José Gabriel Trindade Santos
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
A aparência era uma das caracteristicas fundamentais dos costumes da França dos séculos XVII e XVIII. Compreendemos a aparência como uma etiqueta social que era adotada pela sociedade do antigo regime, em que a imagem superficial de cada pessoa era de sema importância para que houvessa uma afirmação social e uma manutenção do poder. Isso porque a sociedade aristocrática estava em decadência devido à ascensão da burguesia e do avanço das doutrinas politicas, não mais baseadas na Revelação, e sim guiadas pela razão. Esse novo estilo é marcante na pessoa de Luis XIV, que fez da corte um verdadeiroo drama da vida real, um espetáculo cênico com o intuito de conseguir apaziguar os conflitos. Dessa forma, investir em teatros era uma maneira eficaz de manter a sobrevivência do antigo regime, pois o teatro era a coroação dessa vida representada.Rousseau denuncia essa postura social fundamentada na aparência que deteriora e corrompe os costumes. Os homens vivendo em sociedade não sabem mais com que lidam realmente. Rousseau parece constatar essa depravação social já na sua origem, em que os ricos usaram da da mentira para enganar os pobres através de um contrato em que supostamente garantiram bem estar e segurança, quando na verdade instituiram o seu dominío. Para conter o avanço da depravação dos costumes, Rousseau propõe um novo olhar sobre a natureza: esta e o verdadeiro espetáculo. Se o homem já é bom por natureza, a verdade é algo que já esta gravado nos corações humanos, portanto, não se precisa de lições para compreênde-las. Por estar intimamente relacionados à natureza, a verdade se oipõe à aparência, por estar na origem da sociedade civil.
