- Autor
- LEONARDO FERREIRA ALMADA
- Orientador(a)
- LUIZ ALBERTO CERQUEIRA BATISTA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
Nosso propósito é mostrar que, desde Agostinho, o problema do mal ganha um sentido ontológico que não só nos conduz a filósofos da modernidade, como Descartes e Kant, como também nos oferece um sentido prático da própria filosofia que só a modernidade chegou a estabelecer. Desse ponto de vista, cabe ressaltar, em primeiro lugar, a idéia da filosofia grega através da leitura do Hortênsio, de Cícero, para mostrar que sua idéia da filosofia vem não apenas da metafísica de Platão, mas também da ética de Aristóteles. Por outro lado, cabe destacar a influência do ceticismo da Academia, que proporcionou a Agostinho a vantagem filosófica da dúvida, para além das fronteiras da teologia. Em Agostinho, o sentido do mal se encontra na esfera da consciência, independentemente das querelas religiosas de sua época, razão pela qual tratamos do problema em função do princípio que funda a atitude filosófica: a necessidade da consciência de si e seus desdobramentos, tais como a conversão, a indiferença no livre-arbítrio da vontade e o dever-ser como condições de formação do ente moral. Concluímos, assim, que em Agostinho, a visão do mal como problema é uma fonte de referência viva na história da filosofia.
