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Dissertações

Ser e Verdade: Heidegger leitor do livro Theta da Metafísica de Aristóteles

Daniel Schiochett

Dissertação
Autor
Daniel Schiochett
Orientador(a)
Cláudia Pellegrini Drucker
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009Daniel Schiochett. Ser e Verdade: Heidegger leitor do livro Theta da Metafísica de Aristóteles. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, SC. Orientador(a): Cláudia Pellegrini Drucker.2

A partir de uma perspectiva heideggeriana, são discutidas as noções de potência (força) e verdade nos capítulos 1, 2, 3 e 10 do livro Theta da Metafísica de Aristóteles. O objetivo é mostrar como é possível, senão necessário, compreender o sentido do ser já em Aristóteles, não a partir de uma propriedade ôntica, mas a partir do seu próprio acontecer. Isso significa que o sentido do ser, que fora confundido simplesmente com a noção de mera característica presente no ente, e esta identificada com a noção de substância em Aristóteles, foi por Heidegger pensado a partir de outro registro. O ser, para Heidegger, deve ser compreendido a partir do seu horizonte temporal de aparecimento, preconizado nesta dissertação pelas noções de ato e potência. O sentido do ser depende fundamentalmente de uma atitude operativa do homem, o lógos. Por meio do lógos os entes podem fazer sentido e virem ao encontro do homem nas ocupações. Se o lógos é uma atitude operativa vinculada ao sentido do ser, aquilo que ele fala do ser não é mais simplesmente algo que corresponde ou não ao ser. A verdade do lógos não é mais a verdade por correspondência e sim a verdade que reflete o próprio sentido do ser. Esse percurso é realizado a partir da leitura fenomenológico-hermenêutica que Heidegger faz de Aristóteles.