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Dissertações

SERÁ MESMO QUE A REVOLUÇÃO TERMINOU? FILOSOFIA E HISTÓRIA NOS PRIMEIROS ESCRITOS HEGELIANOS DE IENA (1801-1803)

RICARDO CRISSIUMA

Dissertação
Autor
RICARDO CRISSIUMA
Orientador(a)
RICARDO RIBEIRO TERRA
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010RICARDO CRISSIUMA. SERÁ MESMO QUE A REVOLUÇÃO TERMINOU? FILOSOFIA E HISTÓRIA NOS PRIMEIROS ESCRITOS HEGELIANOS DE IENA (1801-1803). 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): RICARDO RIBEIRO TERRA.2

Na Alemanha, a Crítica da Razão Pura, em 1781, inaugura uma nova forma de se pensar a metafísica: na França, a queda da Bastilha, 1789, expressa uma nova forma de se atuar na história. Muita esperança foi depositada nesses dois acontecimentos, mas pouco depois da virada para o século XIX, são diversas as vozes que afirmam que eles já teriam chegado ao um final. A filosofia hegeliana tenta conferir uma resposta a essas vozes. Para tanto, Hegel busca rearticular a relação entre filosofia e história a partir do conceito de carecimento da filosofia. Se, por certo, este conceito é retirado da própria filosofia kantiana, o significado que Hegel lhe confere é significativamente diferente, ligando, antes, a um problema no interior da formação cultural do que a uma faculdade do conhecimento humano. Retrabalhando dois temas centrais da filosofia crítica kantiana - a relação da filosofia com o senso comum e a relação do ceticismo com a filosofia - Hegel poderá mostrar como o conceito de carecimento de época tem de estar no cerne de toda a filosofia. Evitando, ao mesmo tempo, alçar seja a objetividade, em si mesma, seja a suvjetividade, em si mesma, como artifices da unificação entre sujeito e objeto. Paralelamente, para se apreender o verdadeiro significado da Revolução Francesa seria necessário radicalizar o conceito de representação, evitando tanto o conformismo com o Estado máquina, em que a sociedade perde toda a sua liverdade, quanto a nostalgia pelo ideal da liberdade primitiva, em que poderia se viver em uma comunidade sem lei e sem Estado. Para Hegel, somente na medida em que não se compreendeu o verdadeiro significado de cada uma dessas revoluções, seria possível atribuir-lhes um final.