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Dissertações

Sobre a Dignidade Humana no Processo do Morrer

Sofia Cristina Dreher

Dissertação
Autor
Sofia Cristina Dreher
Orientador(a)
Alvaro Luiz Montenegro Valls
Universidade
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008Sofia Cristina Dreher. Sobre a Dignidade Humana no Processo do Morrer. 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, RS. Orientador(a): Alvaro Luiz Montenegro Valls.3

No presente trabalho são abordados temas que contribuem para a construção da reflexão sobre a dignidade humana no processo do morrer. O tema é abordado numa perspectiva filosófica, a partir das contribuições de Karl Jaspers e Hans Jonas. As perspectivas da bioética sobre o tema da morte trazem contribuição de autores da área. Num primeiro momento, verifica-se o contexto atual da abordagem da morte, bem como a importância do uso da arte para seu estudo, proporcionando a abertura de um canal de reflexão e de transformação de valores. Num segundo momento, são apresentadas as contribuições filosóficas de Karl Jaspers sobre o tema, a partir da reflexão sobre as situações-limite, vida autêntica, clarificação da existência e responsabilidade. O último tema abordado, a saber, a responsabilidade, é analisado a partir das reflexões filosóficas de Hans Jonas. Posteriormente, é apresentado um breve histórico sobre a construção do conceito de dignidade humana a partir de perspectivas distintas e complementares da discussão vigente. Analisa-se o conceito, segundo o modelo cristão, segundo a expressão jurídica, segundo a moral kantiana e enquanto fundamento da bioética. Num quarto e último momento, são abordadas as discussões bioéticas sobre o findar da vida humana. Distinções sobre eutanásia, distanásia e ortotanásia se fazem necessárias, nessa discussão, para um caminhar rumo a uma mudança de paradigma de cura para cuidado. Conclui-se que é necessário criar unidades de cuidados paliativos que venham a atender e a respeitar a dignidade humana dos pacientes terminais, fora de possibilidades terapêuticas, segundo um modelo relacional de atendimento.